quarta-feira, 7 de abril de 2010

Estamos desaprendendo a nos relacionar?

Depois de um ano e pouco juntos, uma amiga minha recebeu um torpedo do namorado, terminando o namoro! Discutiram a relação também por torpedo e pow! Acabou!
Como assim?! O namoro foi mais que real, presencial, casal chicletinho! E, de repente, o fim vem por torpedo?! Não tem mais olhos nos olhos pra expor sentimentos? Não tem mais o tom da voz pra entender as entrelinhas?!
Percebi que esse está longe de ser um caso único. Há alguns anos, uma outra amiga comentou que levou um fora do ex por e-mail. Sei de vários casos de DRs por torpedos, por conversas no MSN, ou ainda indiretas absurdas em páginas de relacionamentos!
Não entendo! Essa tecnologia foi criada para aproximar ainda mais as pessoas, mas, no caminho inverso, ela está nos incentivando à covardia nos momentos difíceis que todo relacionamento pode ter! Me horrorizo diante dessa situação porque vejo seres humanos cada vez mais carentes por não poderem gozar da intimidade que os relacionamentos podem oferecer. Entre casais e entre amigos também!
Amo conversar olhando nos olhos, amo abraçar, tocar, beijar, fazer cafuné!... E amo também receber isso tudo de volta. Não abro mão disso! Torpedos, e-mails etc e tal? Uso e abuso, mas são apenas plus na minha vida!
Outro dia, meu filho conectou num laptop lá do quarto dele e me chamou pelo MSN. Queria conversar com a webcam ligada, ele de lá e eu no meu quarto, com apenas um corredor de distância! Achei engraçado, mas na mesma hora disse:
- Filho, eu amo você! Por isso mesmo, vem até aqui e me dá um beijo e um abraço de verdade!
E fechei a janelinha do MSN.

domingo, 4 de abril de 2010

Que mentira, que lorota boa! Mas boa pra quem?

Eu ouço desde pequena que a mentira tem pernas curtas. Mas já reparou? Tem gente que mente tanto, que passa a acreditar nas próprias mentiras! Conheço algumas pessoas que mentem tanto e tão descaradamente que já nem sei definir se sinto raiva, dó ou vergonha por elas! E eu tenho pra mim que elas dizem aquelas coisas com tanta convicção que elas mesmas têm dúvida de onde termina a verdade e começa a lorota!
Uma pena isso! Principalmente pra essas pessoas, porque perdem a chance de cultivar amigos que só fazem aquele "tsc, tsc!" mental quando ouvem aquele festival de historinhas que não tem nada a ver e vão embora, calados. Ou perdem amigos quando esses percebem que foram enganados. Mentirinhas começam tolas, mas se dermos trela a elas, viram mentiras monstras no futuro.
De algumas dessas pessoas eu sinto uma certa pena. Vivem cercadas de pessoas tão pouco verdadeiras quanto elas! As autênticas vão simplesmente se afastando... E as relações vividas são tão vazias quanto as histórias contadas por elas.
De outras eu tenho vergonha! Sério! Por que são mentiras tão descaradas, tão descabidas, que eu até perco a coragem de comentar. E quando ainda tenho essa atitude, lá vem outra mentira maior ainda pra tapar o buraco que a primeira mentira deixou!
Mas de outros, eu sinto raiva mesmo! Porque detesto que me confundam com uma idiota inocente! Não dá pra deixar passar mesmo. São casos pra cortar relações. Ou, no máximo, por política de boa vizinhança, a gente cumprimentar com aquele sorrisinho amarelo e fazer de tudo pra manter distância.
Mentira tem perna curta, mentirinhas de vez em quando todo mundo conta, mas - como tudo na vida - é bom estabelecermos limites. Pras nossas e praquelas que estamos dispostos a aturar.

terça-feira, 16 de março de 2010

Vejo a floresta, mas não vejo a sua alma!

Vejo uma floresta enorme de cima, mas não vejo a sua alma. Não sei a variedade de árvores, do que cada uma delas é capaz, dos seres que elas abrigam, das intempéries que enfrentaram para sobreviver. Como julgar a floresta então? Como emitir uma opinião segura sobre ela? Digo que a acho linda, vasta, cheia de vida. Mas isso não basta para descrevê-la e julgá-la.
Vejo um rio enorme, lindo em seu formato, e tal qual a floresta em que ele está, também não consigo ver sua alma. Não sei o quanto de vida há nele, quantas esperanças navegaram em suas águas, quantas vidas ali se perderam por não saberem lidar com ele, quantos seres o amam por dele tirar o sustento ou simplesmente o prazer de passar por ele. Também não sei quantas vezes ele mudou o seu formato em função da força da natureza que o abriga. Como julgá-lo com propriedade?
Além disso, daqui de cima, de dentro do pequeno avião em que estou, ainda encontro algumas nuvens que me atrapalham a visão e fazem com que qualquer opinião minha se torne ainda mais parcial, ínfima diante dos detalhes que sei que existem, apesar de não vê-los.
Nos últimos dias, meu time de futebol tem sofrido julgamentos comparáveis ao julgamento que posso fazer da floresta e do rio.
A noiva do Adriano fez barraco com ele. Muita gente viu. E tanto quem viu como quem só ouviu falar se sentiu no direito de julgar ambos. Mas ninguém sabe o que vai na alma de cada um deles, suas carências, seus momentos juntos, o quanto cada um contou com o outro seja lá pro que for, sua capacidade e vontade de superar as raivas que vierem pela frente. A gente simplesmente julga, faz um diagnóstico, sem nunca ter vivido algo como o antes ou o durante daquele relacionamento.
Tanto o Vagner Love como o próprio Adriano foram vistos em favelas. E mais uma vez, julgam-se a floresta e o rio. E alguns julgam cruelmente: se vai à favela é porque sempre será um favelado, se nao vai é porque não valoriza as origens humildes. Mas quem sabe dizer os percalços que cada um enfrentou pra chegarem onde chegaram e quais os amigos que realmente os apoiaram ao encarar de frente as tempestades da vida? Mais fácil julgar o Love por ter sido escoltado por traficantes do que lembrar que os traficantes só estão ali, não porque há um jogador de futebol na favela, mas porque fomos incompetentes ao eleger nossos governantes que tem uma polícia igualmente incompetente pra acabar com a bandidagem. A hipocrisia é uma nuvem grossa que nos cega.
O Bruno, coitado, deu uma declaração infeliz em defesa do amigo. Mas vai lá ser pressionado numa entrevista pra ver se o pensamento não embaralha, se o português correto não desanda, se você não é capaz de falar coisas das quais pode se arrepender. Não atiro essa pedra nele, não, apesar de ser contra a atitude que ele defendeu. Julgo apenas o que ele disse, mas não posso tomar o rio todo pela única curva que eu vi.
Mais cedo, vi um blogueiro escrever que todo flamenguista é marginal. Cheio de preconceitos, rancor e ódio por algum recalque ou situação vivida ou vista em algum lugar, ele julgou toda uma Nação. Julgou a floresta inteira por algumas árvores. Pura ignorância!
Enfim, como flamenguista assumidíssima, dei exemplos do time que amo, já pedindo desculpas aos amigos que torcem por outros times por não citá-los aqui também. A floresta é grande demais e realmente não me sinto competente para julgar a sua alma...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Coitado do Sambalelê!

Sambalelê tá doente
Tá com a cabeça quebrada
Sambalelê precisava
É de uma boa palmada!
Eu sempre tive uma pena danada do tal Sambalelê! O coitado está lá, estrebuchando de dor na cabeça quebrada, e vem um infeliz dizendo que ele precisa é de uma boa palmada! Mas como?!!! Um pouquinho de carinho e chamego não ia ser mais adequado?
O problema é que hoje - quem diria! - me senti o infeliz que queria dar palmada no Sambalelê! Um amigo meu sofreu um assalto brabo com a noiva há umas duas semanas. Soube por outro amigo em comum que os assaltantes foram cruéis e bateram nele. Desde então tentei contata-lo em vão, já que o seu celular também tinha sido roubado. Hoje finalmente consegui falar com o irmão desse amigo e pegar o telefone do trabalho dele. Liguei na mesma hora, ansiosa pra confirmar que ele já estava bem.
E aí, quando meu amigo "Sambalelê" atendeu o telefone, qual foi a minha reação de amiga aliviada por ter ouvido a voz tranquila dele?! Foi algo como:
- Olha aqui, seu v**dinho, seu vascaíno de uma figa! Da próxima vez que você for assaltado e me deixar sem notícias, morta de preocupação, vou eu mesma aí dar uma surra em você! - e xinguei, xinguei, xinguei...
Aí ele riu e respondeu:
- Poxa! Eu também te amo!
E me quebrou naquela hora... Me toquei que aloprei na hora errada. Que meu amigo Sambalelê estava precisando mais de cafuné do que minha ira pela falta de notícias. E fiquei feliz por ele e a noiva estarem bem.
Aí me veio à cabeça quantos Sambalelês estão quebrados por aí, precisando só de um "eu te amo!", "eu te apoio!" ou somente um "que bom que você existe, mesmo de cabeça quebrada" e a gente simplesmente esquece isso e deixa aquela pessoa tão especial com uma dor pior ainda: a dor do desaconchego.
Salvem os Sambalelês! Sejamos as pílulas de carinho que eles precisam nessas horas!
...
Em tempo: Eu também te amo muito, meu amigo Sambalelê! ;)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Figurinha repetida não completa álbum, mas serve pra brincar de bafo!

Eu já falei sobre esse assunto aqui, mas vou falar mais um pouquinho. Mania que ser humano tem de ter umas recaídas brabas com um monte de coisas! Recaídas com dietas, decisões de ano novo, amores... A gente acaba repetindo a figurinha que já conhece de longas datas!

O problema não está exatamente nessas recaídas, o problema é quando a gente tenta se enganar (e às vezes se engana mesmo!) repetindo um mantra de que daquela vez "vai ser diferente". E diferente pra melhor! Aí a vaquinha vai pro brejo e a gente fica meio perdido, como se não tivesse culpa nenhuma no cartório!

O namorado é ciumento (ou galinha, ou distraído, ou egoísta etc etc etc!). A gente termina o namoro, mas depois bate aquela saudade! Pronto. Recaída básica. Discussão da relaçao, só love por um tempo e... alguns dias ou semanas depois, que surpresa! O padrão de repete! Fala sério! A figurinha era aquela mesma! Sem tirar nem por. Surpresa seria se o milagre da transformação acontecesse, isso sim.

A guria é gastadeira (ou gordinha, ou estressada, ou tudo junto!). Na virada do ano novo promete pra Iemanjá que vai economizar, que não entra no cheque especial, que vai emagrecer 500 quilos ou que vai dar a virada da sua vida no trabalho. Mas no primeiro shopping, primeira doceria ou primeiro relatório (talvez o segundo ou terceiro!), lá vem a bomba do cartão de crédito, a bomba de chocolate ou a bomba que você ainda não jogou no chefe! Ainda bem que Iemanjá não ouviu suas promessas por causa do barulho dos fogos de artifício da praia, guria! Porque prometeu, tem que cumprir. E se não cumpriu, a responsabilidade é exatamente de quem?

Então sejamos conscientes e pequemos conscientemente. Figurinha repetida não completa mesmo álbum, mas pode servir pra brincar de bafo, pra recortar e colar em algum caderno ou pra guardar na gaveta. Quer usar, usa! Só não vale insistir em colocar no tal álbum porque aí não vai dar certo mesmo!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Mesmo o amargo do café pode ser mudado com açúcar!

Cena 1:

Ele liga chorando pra amiga em quem confia demais. Precisa desabafar. Acabara de descobrir que a mulher da vida dele era uma tremenda FDP! E agora? Como sair desse precipício em que se sentia caindo sem para-quedas?

- Amo você, meu amigo! Conta comigo sempre. Quem não te quer, não te merece!

- Eu vou esquece-la. Ainda nao consigo, mas vou. - disse ele.

Não esqueceu. Mas deixou reservado a ela os sentimentos mais tristes: o desprezo, o não-querer, a mágoa que não se cura.

Cena 2:

Ela conversa com ele uma semana depois de terminarem um longo relacionamento.

Ela pergunta:

- Você está feliz?

- Como assim?!... Ah... Bem, meu time de futebol ganhou e eu também posso ganhar na mega-sena acumulada essa semana, aí faço um montão de gente feliz. Entao a resposta é sim, eu estou feliz.

Nao era disso que ela estava falando. Ele sabia disso. Mas pela resposta dele, era melhor mesmo deixar esse papo de felicidade pra quem realmente merecesse...

(...)

Toda vez que penso nas loucuras do amor, me vem à mente várias cenas da vida real que passaram por mim de alguma forma. Desabafos de amigos e amigas, histórias sobre pessoas que conheço ou próximas de amigos pessoais.

Tenho me impressionado como as pessoas acham natural sofrer por amor. Ninguém manda no coraçao! - Oh frasezinha feita que acaba se encaixando em tantas vidas. Mas fico aqui pensando com os meus botões se esse tal sofrimento por amor é mesmo inevitável ou uma escolha, mesmo que inconsciente. Porque, no final das contas, reagir à dor também é uma escolha. Passar por esses momentos me faz lembrar uma xícara de café. O café é amargo, mas ponha um pouquinho de açúcar e ele fica até gostoso. Tem gente que prefere amargo mesmo. E tem gente que prefere nem tomar. Cada qual escolhe o sabor que quer deixar na boca por um tempo...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cada um desperta em mim a Cristiane que merece...

Já reparou como a gente reage diferente a diferentes pessoas e a diferentes estímulos? Não é que sejamos "duas caras", que tenhamos perdido a autenticidade. Acredito realmente que exercemos vários papéis diferentes. Já imaginou agir da mesma forma no trabalho e na farra? Não dá mesmo! Assim também com as pessoas.

Pelo meu jeito de ser, por valor pessoal mesmo, eu tendo a ser gentil e sorridente com as pessoas. Mas tem neguinho que abusa, que não entende que ser gentil não tem nada a ver com ser otário ou com desejo de virar capacho alheio! Aí depois não pode reclamar, nem se desorientar quando aquele poço de sorrisos e ternura vira um monstro pronto pra dar coices!

E gente implicante? Ô coisinha chata de se aturar! Brincadeirinha e implicância tem um limite que a maioria das pessoas não consegue perceber quando passou de um pro outro! Quando perturbam demais, meu sorriso vira grunhido, meu olhar se transforma. A fadinha vira bruxa pronta pra fazer mingau de criancinha chata!

Fora as pessoas que dizem uma coisa e fazem outra, são incoerentes com a própria vida e exigem compreensão de quem está próximo! Pessoas que dizem que te amam de dia (aliás, ando achando que dizer um "eu te amo" tem ficado tão banal ultimamente!) e te apunhalam sem dó nem piedade ao anoitecer. Como agir com essa criatura da mesma forma que com as pessoas com quem você realmente pode contar?

Entao, no final das contas, funciona assim: você é legal comigo, eu sou legal com você. Você nao é legal comigo, eu me desobrigo de ser legal com você. Ponto. Cada um desperta em mim a Cristiane que merece. Perfeita descrição! E o mais bacana dessa história toda é perceber que muita gente já despertou em mim muita coisa boa, apesar de todos os meus defeitos.

Assumo o meu lado macaquinha de imitaçao: Essa frase aí do título estava no MSN de uma amiga querida, com o nome dela, e eu adorei. Pedi pra copiar e ela autorizou.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Chefes! Como não tê-los, mas como respondê-los?!

Acho que todo mundo que já trabalhou um dia, também já viveu esse tipo de situação: seu chefe naquele humor típico de TPM ao cubo, lhe passando as missões impossíveis que nem Tom Cruise gostaria de realizar no próximo filme da série e você lá... com aquele sorrisinho amarelo, quase alaranjado, se é que você consegue sorrir.

Por dentro, você já soltou tantos palavrões e expressões, que faltariam aquelas figurinhas infames de histórias em quadrinhos! Uma sequencia de bombinhas, caveirinhas e raiozinhos totalmente impublicáveis!

Então você reúne todas as suas forças, dignas de um jedi que se recusa a ir pro lado negro da força e diz com toda a educação de quem não pode perder o emprego:

- Ok, chefe. Vou tentar...

Isso sem falar nas injustiças, broncas, puxões de orelhas, "carcadas" gerais! Algumas justas, mas vamos combinar que, na maioria das vezes, nos sentimos injustiçados mesmo! (Nossa autocrítica, no geral, é condescendente conosco!)

Então funciona assim: na maioria dessas vezes, nossos balõezinhos de pensamentos voltam com aquelas sequencias de bombas e caveiras, mas nosso balãozinho da fala acaba refletindo o nosso lado de preservação empregatícia!

Aí a gente sai daquela reunião com o ego golpeado, trabalho dobrado e a dúvida sobre o paradeiro da nossa autencidade! Pensa aí no seu histórico de reuniões com os seus chefes e tente classificar as suas respostas em percentual de autenticidade...

São raros os chefes que deixam seus funcionários realmente à vontade pra dizerem o que pensam de verdade, aqueles com quem você se sente livre pra dizer algo como "Você pirou o cabeção?! Não é assim que a banda toca, nao!", sabendo que isso não representa uma ameaça a cortar a sua cabeça. Essas raridades existem e, sinceramente, acho que são os que têm as equipes mais leais, mas infelizmente são minoria absoluta! Até porque nossos valores ainda passam pela hierarquia e pela ideia de que manda quem pode e obedece quem tem juizo!

O fato é que tive chefes maravilhosos em quem prefiro me espelhar e seguir seus exemplos e também tive uma porção como anti-exemplos. Espero nao estar nunca nessa segunda lista dos meus ex-liderados! Tenho me questionado quantas vezes as pessoas que chefiei se sentiram assim e cheguei à conclusao de que nunca vou ter uma estatística real de chefiados leais x desleais, autênticos e não-autênticos, de quantos quiseram me dizer algo e não se sentiram seguros para isso... Uma pena isso! E um tiro nas minhas próprias convicções.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Meu corpo é um quadro de Picasso

Depois de mais de um mês sem postar nada por aqui, eu volto falando sobre esse mesmo assunto! Me desculpem, mas ser gordinho nesse mundo é uma desgraça! Então sempre é tempo de desabafar e discutir o assunto.

Sabem as telas do Picasso? Aquelas imagens disformes com uma visão muito particular e doida do mundo? Me sinto como aquelas figuras toda vez que me olho no espelho! Ou quando tenho que entrar numa loja pra comprar alguma roupa! Lascou-se! Não sou desse mundo. Pelo menos não desse mundo de magras, de corpos perfeitos, que as lojas esperam que comprem suas confecções. Tudo fica estranho, não há partes do corpo a serem realçadas. Ao contrário, quero disfarçar tudo: gordurinhas, gordurões, pneuzinhos, celulites, culote etc etc etc! Cada experiência num vestiário é quase uma bomba na auto-estima das mulheres imperfeitas como eu!

Semana passada, em plena TPM, encarei a árdua missão de comprar dois vestidos para uma cerimônia que teria que participar nessa semana. Se minha vontade de chorar nessa ápoca do mês já é quase incontrolável, imagina ao ver os quadros de Picasso no que seria a minha imagem no espelho! Mas tudo bem. Na vitrine de uma loja vi uma peça íntima que iria disfarçar essas imperfeições deixadas pelos rodízios de pizza que participei durante o ano: uma espécie de um vestido de lycra (ou um material que aperta!) que prometia diminuir medidas. Comprei. Uma esperança ridícula de parecer ter corpo de miss... Na hora H, vestidinho bonito, peça disfarça-ondinhas-banhudas por baixo e... não é que o bicho resolve se enrolar sozinho, subir devagarinho e me levar ao desespero?! Taquei pedra na cruz, não é possível! Tô sem coragem até de olhar as fotos!

Então não tem jeito: lá vou eu encarar outra dieta, voltar pra academia e evitar o espelho sempre que minha auto-estima depender disso. Pelo menos até meu corpitcho decidir mudar sua imagem de quadro de Picasso pela aceitação dele mesmo!

***

Em tempo: o quadro da foto exposta nesse post foi feito por Picasso em 1932 e chama-se "Girl before a mirror". Coincidências não existem mesmo!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Por que amar o meu time tem que ter explicação?

"Depois que você gosta de uma pessoa, é impossível ser lógica em relação a ela."
(Stephenie Meyer - em Lua Nova)

Sou uma pessoa totalmente intensa em minhas relações! Quando amo, amo mesmo! Quando me apaixono, sou pura ebulição! Por que com o futebol seria diferente?

Como explicar a emoção de fazer parte da maior e mais linda torcida do mundo e vibrar com ela, cantar com ela, estar no meio de 90 mil torcedores e, mesmo assim, não nos sentirmos apenas mais um no meio da multidão? Estar no Maracanã e gritar com um gol do meu time é uma sensação de catarse coletiva, sessão descarrego que faz aumentar a paixão! A gente se sente o "todo", se sente Nação, se sente mais forte. Vicia! A gente quer sempre mais.

Ficar feliz quando o time está bem, entristecido quando não está e puto quando ele foi prejudicado vem no pacote da tal paixão pelo time. Tem gente que não entende, tem gente que critica, tem gente - e coitadinha dessa gente! - que simplesmente nunca vai sentir esse tipo de emoção!

Eu acompanho mesmo, torço muito, seco os adversários, xingo o juiz, faço promessa, rezo pelos jogadores do meu time, saúdo aqueles que compartilham do mesmo amor, tenho orgulho de usar as cores do meu time... Acho que mulher quando gosta de verdade de futebol é pior que homem!

No futebol, como na vida, amor e paixão são mais do que palavras: são sentimentos. E sentimentos tão genuínos dispensam qualquer lógica. Mas a lógica aqui serve exatamente pra que?...

sábado, 14 de novembro de 2009

Espelho, espelho meu!


Aquela história das conversas da madrasta da Branca de Neve com o espelho está meio mal contada. O que cada mulher quer saber de verdade não é se existe alguém mais bonita, é se existe alguém mais desejável do que ela. E, na maioria das vezes, esse espelho é cruel ao mostrar a realidade! Uma gordurinha aqui (ou um pneuzão!), uma celulitezinha ali (ou algo semelhante a um queijo suíço em nossas pernas e bumbum!), uma espinhazinha acolá (ou uma enorrrme na ponta do nariz!)...

Então, acho que fora dos contos de fada, bem aqui no mundo real, esse diálogo com o sábio, verdadeiro e cruel espelho é mais ou menos assim:

- Espelho, espelho meu! Existe alguém mais desejável que eu?

O espelho sorri malicioso e te responde com a face mais lavada e espelhada do mundo:

- A questão não é essa, queridinha! A questão é: você desejaria você mesma?!

E você fica ali, parada, pensando em todas as madrastas malvadas que cruzaram a sua vida: pizzas, sorvetes, muita gordura saturada, álcool e a maldita preguiça pra malhar o necessário... É o drama da maioria absoluta das gordinhas! E seu maior dilema: "desejar-me ou jogar a toalha pra essa vida madrasta que faz com que eu mesma não me aceite do jeito que eu sou?!"

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quando é hora de recapear a nossa estrada da vida?

Toda cidade tem isso: começa a época de chuva e as ruas e estradas começam a se encher de uma buraqueira sem fim. Aí o que decidem as secretarias de obras? Operação tapa-buracos! Um monte de homens e máquinas fechando os buracos maiores com pedras e piche.
O problema é que depois disso, a rua não fica perfeitinha, lisinha, boa pra dirigir. Cada "ex-buraco" denuncia, não só pela cor mais escura, mas pelo relevo imperfeito, onde ficava ele.
Já reparou que às vezes fazemos igualzinho com as estradinhas da nossa vida? Nós tapamos uma decepção aqui, uma mágoa ali, uma frustração acolá e, quando nos damos conta - se é que nos damos conta mesmo! - nossa estrada da vida está péssima pra andar! É tropeço na certa, é risco de furar os pneus que nos fazem deslizar, é aquele mau humor básico por ter que dirigir numa estrada desse nível.
Nessas horas, acho que é melhor nem tentar achar os culpados. Se foram as intempéries da vida, se foi a qualidade do material que escolhemos pra usar, é melhor deixar pra lá! O ideal é interditar a tal via por alguns dias que sejam e recapear tudinho, tirar aquele asfalto ruim que está cobrindo tudo e mandar ver num bem melhor, mais duradouro, pra nossa estrada ficar bonita e ser um prazer dirigir nela.
Pra continuar bem essa viagem maravilhosa que é a vida, vale a pena raspar dessa estrada um monte de coisas que não nos fazem bem - e cada qual avalie a própria vida pra saber o que são - e então recapear com uma boa camada de coisas positivas: família, amigos, sorrisos, fazer o que gosta... Enfim, coisas que funcionem como cafunés na alma da gente!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Meu caminho pelo mundo eu mesma traço!

Meu caminho pelo mundo Eu mesmo traço A Bahia já me deu Régua e compasso Quem sabe de mim sou eu Aquele abraço! Prá você que me esqueceu Aquele abraço! (Aquele abraço! - Gilberto Gil)

Ouvi essa música animadíssima no carro hoje e esse pedacinho da letra me chamou a atenção! Que mania de independência é essa que nós temos, né? No fundo, no fundo, nós até tentamos traçar o próprio caminho, mas são tantos desvios que aparecem, tantas opções que nem imaginávamos que existissem, que esses traços acabam sendo retocados, modificados com o tempo.

No entanto, legal esse negócio de assumir a responsabilidade pelo que acontece! Os caminhos mudaram, escolhemos alguns desvios, mudamos os traços feitos com as tais réguas e compassos da vida e, por isso mesmo, quem sabe de mim sou eu! Um colega meu sempre me faz rir quando diz no tom mais sarcástico do mundo que as pessoas vacilam e depois reclamam: "Mundo ingrato! Deus não existe! O Universo é imperfeito! Olho grande pega! Botaram macumba no meu quintal!..." Uma série de desculpas que damos pra não tomarmos as rédeas da nossa própria vida e assumirmos acertos e erros. É difícil, mas é isso que nos faz crescer de verdade.

E pra quem nos esqueceu, inclusive aquelas coisas que planejamos e não deram certo, aquele abraço! Vamos seguindo em frente, traçando desenhos da nossa própria felicidade!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

História de sapos, príncipes e maridos


   Uma amiga desabafou comigo uma historinha pessoal inusitada. Ela me contou que não dormiu bem a noite toda e de manhãzinha, quando estava quase conseguindo dormir, seu marido a chamou pra falar que havia um sapo (Sim! Um sapo de verdade!) no quarto do filho deles! Ela ficou injuriada com o marido! Afinal, depois de uma noite mal dormida, ele a acordou pra exatamente o quê? O marido queria que ela pegasse o bicho. Mas não era pra ser o contrário?! Onde foram parar os homens heróis, aqueles que enfrentavam até dragões para protegerem as suas amadas?! Na falta dos dragões, as baratas e sapos seriam bons substitutos, né nao?!
    O fato é que, depois de ouvir o desabafo e a decisão da minha amiga de deixar o pobre anfíbio trancado no quarto do filho até o marido voltar, minha imaginação entrou em ação e uma série de historinhas fictícias começaram a borbulhar freneticamente em minha cabeça.
     O sapo, desesperado, entrou no quarto errado. Procurava uma menina e foi parar no quarto de um menino. Encara o pai do menino e pensa desesperado: "e agora?!" Nada de mocinhas, nem princesas, nem mosquitinhos e moscas pra comer. Eis que minha amiga, com cara de insônia e P da vida entra no quarto pra olhar o objeto da briga conjugal do dia. O sapo delira! Não é menina, nem mocinha, nem princesa, mas é um mulherão! E se empolga!
     - Olá! Sou feio, mas carinhoso! E mato insetos com prazer. Me beija?
    - Eca! - diz minha amiga, apesar de intrigada com o fato do tal sapo estar falando.
   - Se me beijar, posso virar um príncipe. Ou um modelo com barriga de tanquinho! Acaba com o feitiço da bruxa má e me beija? Estou disposto a virar seu escravo sexual e ainda limpo a casa pra você, corto a grama, te levo pra todo lado como motorista, não reclamo da sua TPM nunca... Tudo isso por um beijo!
     - Hummm! Eu posso pensar?
     O sapo revira os olhos esbugalhados!
     - Pensar? Mas pensar em que?
     - Tô pensando aqui se meu marido também não é um sapo enfeitiçado. Não levo o menor jeito pra ser dona de brejo!
    E trancou a porta por fora pros dois sapões se entenderem à noite. Sem a interferência dela.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Tem dias que a gente está "sei lá"!

Nem sei se tem explicação. No meu caso, eu jogo a culpa nos dias chuvosos, mas nem sempre a culpa é de São Pedro. O fato é que tem dias que a gente fica num estado assim que não tem uma palavra certa pra descrever... Tem dias que estamos "sei-lá".
Já até fizeram comunidade no orkut com essa definição: hoje estou sei lá! Perfeita! Adivinha se entrei nessa comunidade...
Vem um desânimo ninguém sabe de onde, que nem redbull levanta. Nosso céu particular vai se enchendo de nuvens artificiais, talvez criadas por nós mesmos. Então a gente zapeia todos os canais da TV e parece que não há nenhum programa que agrade. E quando perguntam como você está, você responde aquele "tudo bem" na tentativa de convencer a si mesmo de que, no mínimo, o ânimo vai chegar.
Não é TPM, não é depressão, é frente fria, ou uma nuvenzinha besta que passa e vai com o vento. E o vento pode ser uma notícia boa, um beijo gostoso, um filme legal ou o sol que aparece no céu e vem aquecendo tudo ao redor.
Hoje estou sei lá. Mas já já o sol vai chegar.