domingo, 28 de fevereiro de 2010

Mesmo o amargo do café pode ser mudado com açúcar!

Cena 1:

Ele liga chorando pra amiga em quem confia demais. Precisa desabafar. Acabara de descobrir que a mulher da vida dele era uma tremenda FDP! E agora? Como sair desse precipício em que se sentia caindo sem para-quedas?

- Amo você, meu amigo! Conta comigo sempre. Quem não te quer, não te merece!

- Eu vou esquece-la. Ainda nao consigo, mas vou. - disse ele.

Não esqueceu. Mas deixou reservado a ela os sentimentos mais tristes: o desprezo, o não-querer, a mágoa que não se cura.

Cena 2:

Ela conversa com ele uma semana depois de terminarem um longo relacionamento.

Ela pergunta:

- Você está feliz?

- Como assim?!... Ah... Bem, meu time de futebol ganhou e eu também posso ganhar na mega-sena acumulada essa semana, aí faço um montão de gente feliz. Entao a resposta é sim, eu estou feliz.

Nao era disso que ela estava falando. Ele sabia disso. Mas pela resposta dele, era melhor mesmo deixar esse papo de felicidade pra quem realmente merecesse...

(...)

Toda vez que penso nas loucuras do amor, me vem à mente várias cenas da vida real que passaram por mim de alguma forma. Desabafos de amigos e amigas, histórias sobre pessoas que conheço ou próximas de amigos pessoais.

Tenho me impressionado como as pessoas acham natural sofrer por amor. Ninguém manda no coraçao! - Oh frasezinha feita que acaba se encaixando em tantas vidas. Mas fico aqui pensando com os meus botões se esse tal sofrimento por amor é mesmo inevitável ou uma escolha, mesmo que inconsciente. Porque, no final das contas, reagir à dor também é uma escolha. Passar por esses momentos me faz lembrar uma xícara de café. O café é amargo, mas ponha um pouquinho de açúcar e ele fica até gostoso. Tem gente que prefere amargo mesmo. E tem gente que prefere nem tomar. Cada qual escolhe o sabor que quer deixar na boca por um tempo...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cada um desperta em mim a Cristiane que merece...

Já reparou como a gente reage diferente a diferentes pessoas e a diferentes estímulos? Não é que sejamos "duas caras", que tenhamos perdido a autenticidade. Acredito realmente que exercemos vários papéis diferentes. Já imaginou agir da mesma forma no trabalho e na farra? Não dá mesmo! Assim também com as pessoas.

Pelo meu jeito de ser, por valor pessoal mesmo, eu tendo a ser gentil e sorridente com as pessoas. Mas tem neguinho que abusa, que não entende que ser gentil não tem nada a ver com ser otário ou com desejo de virar capacho alheio! Aí depois não pode reclamar, nem se desorientar quando aquele poço de sorrisos e ternura vira um monstro pronto pra dar coices!

E gente implicante? Ô coisinha chata de se aturar! Brincadeirinha e implicância tem um limite que a maioria das pessoas não consegue perceber quando passou de um pro outro! Quando perturbam demais, meu sorriso vira grunhido, meu olhar se transforma. A fadinha vira bruxa pronta pra fazer mingau de criancinha chata!

Fora as pessoas que dizem uma coisa e fazem outra, são incoerentes com a própria vida e exigem compreensão de quem está próximo! Pessoas que dizem que te amam de dia (aliás, ando achando que dizer um "eu te amo" tem ficado tão banal ultimamente!) e te apunhalam sem dó nem piedade ao anoitecer. Como agir com essa criatura da mesma forma que com as pessoas com quem você realmente pode contar?

Entao, no final das contas, funciona assim: você é legal comigo, eu sou legal com você. Você nao é legal comigo, eu me desobrigo de ser legal com você. Ponto. Cada um desperta em mim a Cristiane que merece. Perfeita descrição! E o mais bacana dessa história toda é perceber que muita gente já despertou em mim muita coisa boa, apesar de todos os meus defeitos.

Assumo o meu lado macaquinha de imitaçao: Essa frase aí do título estava no MSN de uma amiga querida, com o nome dela, e eu adorei. Pedi pra copiar e ela autorizou.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Chefes! Como não tê-los, mas como respondê-los?!

Acho que todo mundo que já trabalhou um dia, também já viveu esse tipo de situação: seu chefe naquele humor típico de TPM ao cubo, lhe passando as missões impossíveis que nem Tom Cruise gostaria de realizar no próximo filme da série e você lá... com aquele sorrisinho amarelo, quase alaranjado, se é que você consegue sorrir.

Por dentro, você já soltou tantos palavrões e expressões, que faltariam aquelas figurinhas infames de histórias em quadrinhos! Uma sequencia de bombinhas, caveirinhas e raiozinhos totalmente impublicáveis!

Então você reúne todas as suas forças, dignas de um jedi que se recusa a ir pro lado negro da força e diz com toda a educação de quem não pode perder o emprego:

- Ok, chefe. Vou tentar...

Isso sem falar nas injustiças, broncas, puxões de orelhas, "carcadas" gerais! Algumas justas, mas vamos combinar que, na maioria das vezes, nos sentimos injustiçados mesmo! (Nossa autocrítica, no geral, é condescendente conosco!)

Então funciona assim: na maioria dessas vezes, nossos balõezinhos de pensamentos voltam com aquelas sequencias de bombas e caveiras, mas nosso balãozinho da fala acaba refletindo o nosso lado de preservação empregatícia!

Aí a gente sai daquela reunião com o ego golpeado, trabalho dobrado e a dúvida sobre o paradeiro da nossa autencidade! Pensa aí no seu histórico de reuniões com os seus chefes e tente classificar as suas respostas em percentual de autenticidade...

São raros os chefes que deixam seus funcionários realmente à vontade pra dizerem o que pensam de verdade, aqueles com quem você se sente livre pra dizer algo como "Você pirou o cabeção?! Não é assim que a banda toca, nao!", sabendo que isso não representa uma ameaça a cortar a sua cabeça. Essas raridades existem e, sinceramente, acho que são os que têm as equipes mais leais, mas infelizmente são minoria absoluta! Até porque nossos valores ainda passam pela hierarquia e pela ideia de que manda quem pode e obedece quem tem juizo!

O fato é que tive chefes maravilhosos em quem prefiro me espelhar e seguir seus exemplos e também tive uma porção como anti-exemplos. Espero nao estar nunca nessa segunda lista dos meus ex-liderados! Tenho me questionado quantas vezes as pessoas que chefiei se sentiram assim e cheguei à conclusao de que nunca vou ter uma estatística real de chefiados leais x desleais, autênticos e não-autênticos, de quantos quiseram me dizer algo e não se sentiram seguros para isso... Uma pena isso! E um tiro nas minhas próprias convicções.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Meu corpo é um quadro de Picasso

Depois de mais de um mês sem postar nada por aqui, eu volto falando sobre esse mesmo assunto! Me desculpem, mas ser gordinho nesse mundo é uma desgraça! Então sempre é tempo de desabafar e discutir o assunto.

Sabem as telas do Picasso? Aquelas imagens disformes com uma visão muito particular e doida do mundo? Me sinto como aquelas figuras toda vez que me olho no espelho! Ou quando tenho que entrar numa loja pra comprar alguma roupa! Lascou-se! Não sou desse mundo. Pelo menos não desse mundo de magras, de corpos perfeitos, que as lojas esperam que comprem suas confecções. Tudo fica estranho, não há partes do corpo a serem realçadas. Ao contrário, quero disfarçar tudo: gordurinhas, gordurões, pneuzinhos, celulites, culote etc etc etc! Cada experiência num vestiário é quase uma bomba na auto-estima das mulheres imperfeitas como eu!

Semana passada, em plena TPM, encarei a árdua missão de comprar dois vestidos para uma cerimônia que teria que participar nessa semana. Se minha vontade de chorar nessa ápoca do mês já é quase incontrolável, imagina ao ver os quadros de Picasso no que seria a minha imagem no espelho! Mas tudo bem. Na vitrine de uma loja vi uma peça íntima que iria disfarçar essas imperfeições deixadas pelos rodízios de pizza que participei durante o ano: uma espécie de um vestido de lycra (ou um material que aperta!) que prometia diminuir medidas. Comprei. Uma esperança ridícula de parecer ter corpo de miss... Na hora H, vestidinho bonito, peça disfarça-ondinhas-banhudas por baixo e... não é que o bicho resolve se enrolar sozinho, subir devagarinho e me levar ao desespero?! Taquei pedra na cruz, não é possível! Tô sem coragem até de olhar as fotos!

Então não tem jeito: lá vou eu encarar outra dieta, voltar pra academia e evitar o espelho sempre que minha auto-estima depender disso. Pelo menos até meu corpitcho decidir mudar sua imagem de quadro de Picasso pela aceitação dele mesmo!

***

Em tempo: o quadro da foto exposta nesse post foi feito por Picasso em 1932 e chama-se "Girl before a mirror". Coincidências não existem mesmo!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Por que amar o meu time tem que ter explicação?

"Depois que você gosta de uma pessoa, é impossível ser lógica em relação a ela."
(Stephenie Meyer - em Lua Nova)

Sou uma pessoa totalmente intensa em minhas relações! Quando amo, amo mesmo! Quando me apaixono, sou pura ebulição! Por que com o futebol seria diferente?

Como explicar a emoção de fazer parte da maior e mais linda torcida do mundo e vibrar com ela, cantar com ela, estar no meio de 90 mil torcedores e, mesmo assim, não nos sentirmos apenas mais um no meio da multidão? Estar no Maracanã e gritar com um gol do meu time é uma sensação de catarse coletiva, sessão descarrego que faz aumentar a paixão! A gente se sente o "todo", se sente Nação, se sente mais forte. Vicia! A gente quer sempre mais.

Ficar feliz quando o time está bem, entristecido quando não está e puto quando ele foi prejudicado vem no pacote da tal paixão pelo time. Tem gente que não entende, tem gente que critica, tem gente - e coitadinha dessa gente! - que simplesmente nunca vai sentir esse tipo de emoção!

Eu acompanho mesmo, torço muito, seco os adversários, xingo o juiz, faço promessa, rezo pelos jogadores do meu time, saúdo aqueles que compartilham do mesmo amor, tenho orgulho de usar as cores do meu time... Acho que mulher quando gosta de verdade de futebol é pior que homem!

No futebol, como na vida, amor e paixão são mais do que palavras: são sentimentos. E sentimentos tão genuínos dispensam qualquer lógica. Mas a lógica aqui serve exatamente pra que?...

sábado, 14 de novembro de 2009

Espelho, espelho meu!


Aquela história das conversas da madrasta da Branca de Neve com o espelho está meio mal contada. O que cada mulher quer saber de verdade não é se existe alguém mais bonita, é se existe alguém mais desejável do que ela. E, na maioria das vezes, esse espelho é cruel ao mostrar a realidade! Uma gordurinha aqui (ou um pneuzão!), uma celulitezinha ali (ou algo semelhante a um queijo suíço em nossas pernas e bumbum!), uma espinhazinha acolá (ou uma enorrrme na ponta do nariz!)...

Então, acho que fora dos contos de fada, bem aqui no mundo real, esse diálogo com o sábio, verdadeiro e cruel espelho é mais ou menos assim:

- Espelho, espelho meu! Existe alguém mais desejável que eu?

O espelho sorri malicioso e te responde com a face mais lavada e espelhada do mundo:

- A questão não é essa, queridinha! A questão é: você desejaria você mesma?!

E você fica ali, parada, pensando em todas as madrastas malvadas que cruzaram a sua vida: pizzas, sorvetes, muita gordura saturada, álcool e a maldita preguiça pra malhar o necessário... É o drama da maioria absoluta das gordinhas! E seu maior dilema: "desejar-me ou jogar a toalha pra essa vida madrasta que faz com que eu mesma não me aceite do jeito que eu sou?!"

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quando é hora de recapear a nossa estrada da vida?

Toda cidade tem isso: começa a época de chuva e as ruas e estradas começam a se encher de uma buraqueira sem fim. Aí o que decidem as secretarias de obras? Operação tapa-buracos! Um monte de homens e máquinas fechando os buracos maiores com pedras e piche.
O problema é que depois disso, a rua não fica perfeitinha, lisinha, boa pra dirigir. Cada "ex-buraco" denuncia, não só pela cor mais escura, mas pelo relevo imperfeito, onde ficava ele.
Já reparou que às vezes fazemos igualzinho com as estradinhas da nossa vida? Nós tapamos uma decepção aqui, uma mágoa ali, uma frustração acolá e, quando nos damos conta - se é que nos damos conta mesmo! - nossa estrada da vida está péssima pra andar! É tropeço na certa, é risco de furar os pneus que nos fazem deslizar, é aquele mau humor básico por ter que dirigir numa estrada desse nível.
Nessas horas, acho que é melhor nem tentar achar os culpados. Se foram as intempéries da vida, se foi a qualidade do material que escolhemos pra usar, é melhor deixar pra lá! O ideal é interditar a tal via por alguns dias que sejam e recapear tudinho, tirar aquele asfalto ruim que está cobrindo tudo e mandar ver num bem melhor, mais duradouro, pra nossa estrada ficar bonita e ser um prazer dirigir nela.
Pra continuar bem essa viagem maravilhosa que é a vida, vale a pena raspar dessa estrada um monte de coisas que não nos fazem bem - e cada qual avalie a própria vida pra saber o que são - e então recapear com uma boa camada de coisas positivas: família, amigos, sorrisos, fazer o que gosta... Enfim, coisas que funcionem como cafunés na alma da gente!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Meu caminho pelo mundo eu mesma traço!

Meu caminho pelo mundo Eu mesmo traço A Bahia já me deu Régua e compasso Quem sabe de mim sou eu Aquele abraço! Prá você que me esqueceu Aquele abraço! (Aquele abraço! - Gilberto Gil)

Ouvi essa música animadíssima no carro hoje e esse pedacinho da letra me chamou a atenção! Que mania de independência é essa que nós temos, né? No fundo, no fundo, nós até tentamos traçar o próprio caminho, mas são tantos desvios que aparecem, tantas opções que nem imaginávamos que existissem, que esses traços acabam sendo retocados, modificados com o tempo.

No entanto, legal esse negócio de assumir a responsabilidade pelo que acontece! Os caminhos mudaram, escolhemos alguns desvios, mudamos os traços feitos com as tais réguas e compassos da vida e, por isso mesmo, quem sabe de mim sou eu! Um colega meu sempre me faz rir quando diz no tom mais sarcástico do mundo que as pessoas vacilam e depois reclamam: "Mundo ingrato! Deus não existe! O Universo é imperfeito! Olho grande pega! Botaram macumba no meu quintal!..." Uma série de desculpas que damos pra não tomarmos as rédeas da nossa própria vida e assumirmos acertos e erros. É difícil, mas é isso que nos faz crescer de verdade.

E pra quem nos esqueceu, inclusive aquelas coisas que planejamos e não deram certo, aquele abraço! Vamos seguindo em frente, traçando desenhos da nossa própria felicidade!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

História de sapos, príncipes e maridos


   Uma amiga desabafou comigo uma historinha pessoal inusitada. Ela me contou que não dormiu bem a noite toda e de manhãzinha, quando estava quase conseguindo dormir, seu marido a chamou pra falar que havia um sapo (Sim! Um sapo de verdade!) no quarto do filho deles! Ela ficou injuriada com o marido! Afinal, depois de uma noite mal dormida, ele a acordou pra exatamente o quê? O marido queria que ela pegasse o bicho. Mas não era pra ser o contrário?! Onde foram parar os homens heróis, aqueles que enfrentavam até dragões para protegerem as suas amadas?! Na falta dos dragões, as baratas e sapos seriam bons substitutos, né nao?!
    O fato é que, depois de ouvir o desabafo e a decisão da minha amiga de deixar o pobre anfíbio trancado no quarto do filho até o marido voltar, minha imaginação entrou em ação e uma série de historinhas fictícias começaram a borbulhar freneticamente em minha cabeça.
     O sapo, desesperado, entrou no quarto errado. Procurava uma menina e foi parar no quarto de um menino. Encara o pai do menino e pensa desesperado: "e agora?!" Nada de mocinhas, nem princesas, nem mosquitinhos e moscas pra comer. Eis que minha amiga, com cara de insônia e P da vida entra no quarto pra olhar o objeto da briga conjugal do dia. O sapo delira! Não é menina, nem mocinha, nem princesa, mas é um mulherão! E se empolga!
     - Olá! Sou feio, mas carinhoso! E mato insetos com prazer. Me beija?
    - Eca! - diz minha amiga, apesar de intrigada com o fato do tal sapo estar falando.
   - Se me beijar, posso virar um príncipe. Ou um modelo com barriga de tanquinho! Acaba com o feitiço da bruxa má e me beija? Estou disposto a virar seu escravo sexual e ainda limpo a casa pra você, corto a grama, te levo pra todo lado como motorista, não reclamo da sua TPM nunca... Tudo isso por um beijo!
     - Hummm! Eu posso pensar?
     O sapo revira os olhos esbugalhados!
     - Pensar? Mas pensar em que?
     - Tô pensando aqui se meu marido também não é um sapo enfeitiçado. Não levo o menor jeito pra ser dona de brejo!
    E trancou a porta por fora pros dois sapões se entenderem à noite. Sem a interferência dela.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Tem dias que a gente está "sei lá"!

Nem sei se tem explicação. No meu caso, eu jogo a culpa nos dias chuvosos, mas nem sempre a culpa é de São Pedro. O fato é que tem dias que a gente fica num estado assim que não tem uma palavra certa pra descrever... Tem dias que estamos "sei-lá".
Já até fizeram comunidade no orkut com essa definição: hoje estou sei lá! Perfeita! Adivinha se entrei nessa comunidade...
Vem um desânimo ninguém sabe de onde, que nem redbull levanta. Nosso céu particular vai se enchendo de nuvens artificiais, talvez criadas por nós mesmos. Então a gente zapeia todos os canais da TV e parece que não há nenhum programa que agrade. E quando perguntam como você está, você responde aquele "tudo bem" na tentativa de convencer a si mesmo de que, no mínimo, o ânimo vai chegar.
Não é TPM, não é depressão, é frente fria, ou uma nuvenzinha besta que passa e vai com o vento. E o vento pode ser uma notícia boa, um beijo gostoso, um filme legal ou o sol que aparece no céu e vem aquecendo tudo ao redor.
Hoje estou sei lá. Mas já já o sol vai chegar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Pare nos cruzamentos para evitar acidentes!

A gente está dirigindo a própria vida e eis que, de repente, chega a um cruzamento. Há a opção de ir em frente ou virar para um dos lados. Mas antes de seguir no caminho escolhido, há uma placa bem visível: pare!
Sabe pra que essa placa? Para evitar acidentes. Seja qual for o caminho escolhido pelo motorista, é hora de parar brevemente, olhar para um lado, olhar para o outro, aguardar a melhor hora para passar e aí sim prosseguir na manobra necessária para seguir o caminho.
Às vezes, na vida atribulada e louca que levamos, esquecemos de olhar os sinais que estão ali, bem visíveis à nossa frente: PARAR e olhar, observar, decidir com calma, evitar acidentes e então seguir seguro. Como esses momentos fazem falta! Quantos caminhos errados pegamos e quantos pequenos ou grandes acidentes provocamos apenas porque passamos alucinadamente pela sinalização nos cruzamentos das nossas vidas!
Veja bem, parar brevemente não significa estagnar! Estagnar é desistir de continuar na caminhada da vida. Mas parar brevemente, vez ou outra, em cada cruzamento, é justamente desejar arduamente chegar ao local que planejamos. E chegar feliz!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ai, que preguiça!

Um paulista, trabalhando pesado, suado, terno e gravata, vê um baiano deitado numa rede, na maior folga. O paulista não resiste e diz:
-Você sabia que a preguiça é um dos sete pecados capitais?
E o baiano, sem se mexer, responde:
- Oxente, a inveja também!
***
Quem nunca sentiu preguiça uma vez sequer na vida que atire a primeira pedra! Essa semana eu ando numa lombeira inexplicável! Não sei se é por causa desses dois feriados numa mesma semana, não sei se é a TPM chegando, não sei se isso tudo é pura desculpa pra eu cometer um dos 7 pecados capitais... Só sei que penso em fazer um monte de coisas e na hora H me bate uma preguiiiiiça...
Até pra postar nesse blog essa semana eu demorei. Pura lombeira!
Eu me lembro de um colega de trabalho que gritava aos quatro ventos: "ah, se eu tivesse de dinheiro o que eu tenho de preguiça nessa vida!..." Eu morria de rir, achava ridículo! Porque, por paradigma nosso, quanto menos preguiça, maior a disposição pra fazer dinheiro, não é isso? Eu ouço desde pequenininha que "Deus ajuda quem cedo madruga". Mas essa semana, Deus, me ajude a me libertar dessa preguicinha besta! Aproveita, Deus, e abre um solzão bonito pra mim! Ele me energiza, deve me ajudar a me espreguiçar de vez.
Já sei. Na segunda-feira que vem - dia internacional da preguiça! - eu me livro dela. Aí posto algo bem cheio de energia! Até lá, vou deitar na rede da varanda aqui de casa, igualzinho o baiano da piadinha, e pedir aos paulistas que relevem meu pecadinho capital...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pedacinhos da minha vida

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
(A Lista - Oswaldo Montenegro)

Engraçado como essa música do Oswaldo Montenegro tem vindo à minha mente! Andei dando uma limpa no meu orkut. Só adiciono pessoas que conheço, mas havia uma porçao de gente lá que nem me lembrava mais quem é, de onde conheço... E mesmo assim ainda há mais de 300 pessoas por lá!

Há tantas pessoas que passaram e passam pela minha vida e que me marcaram de alguma forma legal! Tal qual uma linda colcha de retalhos, guardo comigo pedacinhos de cada uma delas: uma conversa aqui, um jeito de olhar ali, uma gargalhada acolá... Conselhos, idéias, experiências, carinhos, e-mails, mensagens, emoções... Um ser humano se faz disso também: daquilo que aprende e apreende de cada pessoa que Deus coloca em seu caminho. E isso vai muito além da família, de pais, irmãos, de filhos...

Mesmo sabendo que vou acabar injustiçando vários amigos que passaram pela minha vida, montei esse painel com "pedacinhos" de uma porção deles. Todos os que estão aí são importantes para mim, pois carrego comigo um tsunami de vivências, um turbilhão de idéias, um universo de afeição por cada um deles! Com alguns troquei confidências, com outros dividi angústias e lágrimas, com todos tentei compartilhar um pouco de mim mesma. Com cada um aprendi e aprendo alguma coisa legal. E hoje quero fazê-los entender que sou melhor como ser humano pelo bem que fazem a mim.

Me lembro do Pequeno Príncipe entendendo que foi o tempo dedicado à sua rosa que fazia dela a flor mais especial do mundo! Eu sei que esse amor que sinto por todos (e saudade de muitos) não existe por acaso.

Obrigada a todos vocês!

"Quando Deus fez o mundo, espalhou por ele pessoas maravilhosas, e nos deu a missão de encontra-lás." Cumpri a minha. Mas continuo querendo mais...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Mediocridade não traz medalhas!

"Se não tiveres a coragem de desafiar-te... farás sempre e somente o necessário."
Walter Grando

Desde que meu filho começou a ter provas na escola, cobro dele uma nota mínima e digo a ele que ele tem que fazer de qualquer prova ou trabalho o melhor que ele puder. Nessa minha escala, 8 é bom. Abaixo disso, é apenas média.

Quando ele estava na 3a série, ele tirou uma nota 7 e pouco numa prova e comentou com a professora: "Minha mãe não vai gostar..." A professora (excelente, por sinal!) quis tocar no assunto comigo na reunião de pais: "Cris, essa nota está na média. Ele passa!"

Minha gente, quem disse que a gente tem que fazer as coisas pra passar? Ter como meta a média é querer não extrair das oportunidades da vida o melhor que ela nos dá. Procure lá no dicionário: mediania é sinônimo de mediocridade! Refiro-me a tudo, não apenas a provas escolares. Você quer um namorado mais ou menos, uma amiga mais ou menos, um trabalho mais ou menos? E os profissionais que nos cercam? Você quer viajar com um piloto mais ou menos, ser operada por um cirurgião mais ou menos, passar numa ponte construída por um engenheiro mais ou menos?... O que você realmente deseja mais ou menos, na média, num padrão de mediocridade?

Sejamos sinceros conosco mesmo: quantas ações mais ou menos fazemos, esperando retornos excelentes? Difícil assim, né? Já viu atleta ganhar medalha de ouro dizendo que treinou só "pra passar"?!

Busquemos as nossas medalhas de ouro pessoais! Sejamos o melhor de nós mesmos!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Xô, nuvens negras!


Já reparou quanta gente amarga e de mau humor nos cerca? Em todos os lugares tem alguém assim: no trabalho, na faculdade, num curso de atualizaçao, no condomínio... É impressionante! Você feliz com o sol lindo lá fora, imaginando a praia que vai pegar no final de semana, e aí chega a criatura com aquela nuvenzinha preta em cima da própria cabeça, reclamando do calor, da poeira e da areia da praia... Aí começa a chover e você se consola pensando nas plantas do jardim que até precisavam de uma aguinha, mas aí chega a criatura amarga reclamando que acabou de lavar o carro blá-blá-blá coisa e tal! Afffff!

Quer mais um exemplo? Em 2016 as Olimpíadas vão ser realizadas no Rio. Festival de nuvenzinhas pretas por aí! Se o Rio não conseguisse sediar os jogos é porque o Brasil não tem cacife pra isso, porque os dirigentes são uma droga, porque não há mesmo incentivo pra esporte e cultura aqui nesse país... Mas como conseguiu, que absurdo, com tantas prioridades nesse país, agora começa de vez a roubalheira, não temos competência pra fazer uma abertura no nível de pequim etc etc etc!

PelamordeDeusssss! Socorro!! A gente é tão bombardeado com comentários e previsões ruins sobre tanta coisa, que começa a murchar... Parece que o sol que tem dentro da gente começa a esfriar um pouco, que o doce que a gente tem na boca começa amargar por tabela... Oh vida! Assim não dá.
Não quero bancar à Polyana, até porque senso crítico é essencial na vida de qualquer cidadão, mas vamos combinar que está faltando otimismo no mundo, né? Há de ter um equilíbrio!

Então façamos assim: assim como o sol é capaz de dissipar as nuvens no céu, sejamos um pouco sol, juntemos o nosso calor pra, ao menos, diminuir a intensidade dessas nuvenzinhas pretas que andam nos cercando por aí.