domingo, 20 de novembro de 2011

Um boi pra não entrar na briga!


"Dou um boi pra não entrar na briga e uma boiada pra não sair!" Não é assim que o pessoal costuma falar? Também já usei tanto esse ditado pra justificar meus momentos tepeêmicos e tissunâmicos, que já perdi as contas!

Mas hoje... Hoje tenho buscado tanto equilíbrio em minha vida, que a paz se faz necessária. 

Então, pelo menos por enquanto, adaptei a minha frase: Dou um boi pra não entrar numa briga e uma boiada pra não sair! Mas estou economizando os bois! Porque já bastam as minhas lutas internas pra eu querer buscar outras! Porque já bastam as lutas da vida pra eu me desgastar com guerrinhas desnecessárias e inúteis!

Vou deixar a minha boiada no pasto! Estou disponibilizando um boi pela minha paz! E, abusada que sou, ainda peço pra não fazerem churrasco com ele, que ele também tem direito a conhecer uma vaquinha mimosa e tentar ser feliz como eu!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Alô! O "Seu" Pires está?!

Vê se pode? Vê se pode! Eu era uma criança quieta na escola, CDF assumida! Menina exemplar! Mas de vez em quando, como toda criança saudável faz, eu ouvia aquele diabinho que sopra aprontações no ouvido da gente e resolvia fazer algumas tolices! Escondida dos meus pais, lógico!

Essa semana eu estava me lembrando da época em que eu fazia catecismo. Assistia à aula toda pura, saía de lá com duas ou três amigas e íamos para um orelhao na frente da igreja, cada uma com uma ficha telefônica.

Números aleatórios escolhidos e lá ia a primeira:

- Alô! O "Seu" Pires está? Não?! Então onde vou colocar a minha xícara?

Risadas! Não tínhamos coragem de ouvir a resposta. Desligávamos correndo e imaginávamos que tipos de xingamentos a nossa vítima da vez ia soltar!

- Alô! É do açougue? Não?! E como é que eu vi uma vaca na janela?!

Risadas! Era o trote mais pesado que passávamos! E eu era tão inocente que só descobri o duplo sentido da frase anos depois! Acho que esse fato me livra de uns 3 graus de calor no meu mármore do inferno, nao?


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Viver em montanha russa

"Às vezes,
o coração precisa de manifestações
acima do vernáculo,
mas repletas de significativas e
barulhentas interjeições."
Fátima Irene Pinho

Certa vez ouvi de um amigão que eu era o ponto de exclamação encarnado! Explicou que a forma de escrever me denunciava, mas também que quem me conhecia um pouco mais percebia isso muito facilmente.

Ele tem razão. Acho que sou intensa demais em tudo o que eu vivo. É como a emoção de estar numa montanha russa.

Carro de montanha russa sobe, desce, é provoca uma mistura de sentimentos... A vida não é assim? Um dia vc está em cima, outro dia você está embaixo, outra hora de cabeça pra baixo.

Vc tem a opção de fechar os olhos, de abrir, de rir (às vezes de nervoso), de gritar e tbm de dar a mão pra quem está do seu lado.

E quando chegar ao fim, rir daquilo tudo! E perceber que a superação nao foi em relação ao caminho, ao trilho, à altura, nem à velocidade das descidas! A superação foi em relação ao medo que vc nem tinha que enfrentar, mas escolheu assim! Enfrentar intensamente...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Dormir de meias

Se tem uma coisa que eu simplesmente odeio é frio! Minha rinite, sinusite, bronquite e frescurite atacam todas juntas de uma vez só! Passar frio em pleno verão então é pra pagar os pecados do ano inteiro, antes de virar pinguim!

E não é que em pleno mês de dezembro, quase na passagem de ano, eu quase morro de frio em Itaipava - uma cidade do estado do Rio, juntinho de Petrópolis? Eu, com mala cheia de roupas de verão, camisola curta de alcinha e à noite um frio de fazer urso polar querer agasalho! Já imaginou o meu desespero, né?

Desabafei no twitter: "Estou congelando! Acho que vou ter que dormir de meias!" Foi o suficiente pra um amigo meu se revoltar com a minha ideia e quase me deixar traumatizada:
"Dormir de meias é broxante!" "Enrola os pés nos pés do maridão!" "Aquece os pés fazendo sei lá o que!"...

E eu, influenciável que nem eu mesma, fui pra cama tremendo de frio, com os pés gelados, com medo de... de...  de que, afinal?!

Olhei pro lado. Filho dormindo feito anjo na caminha dele. Marido roncando e babando do meu lado. E eu encolhida em mim mesma, sem nem poder me enrolar no cobertor do hotel que me dá alergia... Peguei meu par de meias, coloquei nos pés e dormi o sono dos justos, com os pés aquecidinhos por minhas meias cor-de-rosa muito lindinhas!